Pauta Saúde – Caso real de paciente com câncer não ter o laudo preciso por exames terem baixa resolução

Diagnóstico impreciso pode prejudicar gravemente o paciente, pois retarda tratamento do câncer não encontrado em exames anteriores. Essa pauta traz case real de uma paciente que apresentava câncer gástrico que não foi detectado porque os aparelhos de alguns laboratórios têm baixa resolução, maquiando o diagnóstico.

PROCURANDO O CÂNCER E ENCONTRANDO (se estiver presente)
No dia-a-dia da médica Dra. Lucy Kerr, que atua há mais de 20 anos realizando exames de alta precisão para diagnóstico de diferentes doenças, há a prática de monitorar vários rastreios, em vários órgãos, sistemas e glândulas. Pois, apenas com esse tipo de rastreio, focado na detecção precoce do câncer, que precisa ser muito bem realizado para ser confiável, é possível dar tranquilidade ao paciente do seu resultado negativo ser realmente negativo. Ou, se positivo, saber o seu grau para dar chances de combater a doença de forma eficaz.

Nada pior que realizar um exame de check-up, que pretende ser definitivo/ preventivo e, um mês depois, ser detectado um câncer avançado. “Já tivemos muitos casos como esse que examinamos e apresentamos abaixo como caso real, após falha na detecção de outro laboratório”, afirma Lucy Kerr. Por esse motivo a médica resolveu fazer esta análise para alertar sobre esses graves e recorrentes erros de diagnóstico por aparelhagem ineficaz.

Um dos mais significativos diagnósticos imprecisos, foi realizado após uma semana do exame abdominal ter sido apontado como “normal” em outro serviço laboratorial.

Mas, no exame abdominal tríplice que a clínica Sonimage* realiza a paciente apresentava um câncer gástrico, com metástases (raízes) para o epiplon (uma
membrana que recobre as vísceras abdominais), para a vesícula biliar e fígado.
O detalhe importante: todos os tumores eram superficiais e a paciente havia sido examinada com equipamento de menor resolução e com foco médio, o que impossibilitou sua detecção, ainda que houvesse múltiplas lesões. Embora o tumor estivesse avançado, a paciente conseguiu ser curada após quimioterapia e cirurgia depois da regressão tumoral e segue evoluindo bem. Mas seu estado geral era bom na ocasião do diagnóstico na Sonimage e ela conseguiu suportar o tratamento, o que não teria acontecido se fosse diagnosticada mais tarde, quando o organismo já estivesse totalmente depauperado pelo câncer.

O rastreio minucioso periódico do câncer é o principal destaque da Sonimage, por realizar, de rotina, o protocolo nível 4 da OMS – Organização Mundial da Saúde, o mais completo e detalhado, que permite a maior acurácia nos resultados.

Os rastreios mais procurados pelas mulheres são:

1. Exame tríplice (US, Doppler e Elastografia) da tireoide, devido ao câncer tireoide ter aumentado 3.5 vezes nos últimos 30 anos em mulheres;

2. Exame tríplice (US, Doppler e Elastografia) das mamas, devido ser o segundo tumor mais comum das mulheres, abaixo apenas do câncer de pele, que é facilmente diagnosticado em uma visita ao dermatologista, contrário ao de mama, cujas falhas dos outros exames (em especial a mamografia e ressonância magnética) são muito frequentes: tanto Falso-positivos (diagnóstico do câncer que não existe), como Falso-negativos (não detectam o câncer que está presente na época do rastreio). Deve ser repetido anualmente ou semestralmente, conforme a densidade do parênquima mamário, que determina o maior ou menor risco do câncer de mama.

3. Exame tríplice (US, Doppler e Elastografia) da pelve para rastreio de lesões no útero, tubas uterinas e ovários.

4. Exame tríplice (US, Doppler e Elastografia) do abdome para rastreio em todos os órgãos sólidos da cavidade abdominal e de algumas vísceras ocas, que deve ser realizado de rotina uma vez ao ano, pois consegue examinar muitos órgãos concomitantemente e vale muito o custo-benefício. Deve ser repetido anualmente.

Os rastreios mais procurados pelos homens são:
1. Exame tríplice (US, Doppler e Elastografia) da tireoide, devido ao câncer de tireoide ter aumentado também nos homens, sendo o aumento da mortalidade entre eles nos últimos 30 anos maior do que nas mulheres.

2. Exame tríplice (US, Doppler e Elastografia) do abdome para rastreio em todos os órgãos da cavidade abdominal e deve ser repetido anualmente

3. Exame tríplice (US, Doppler e Elastografia) próstata, devido ser o tumor visceral mais comum entre os humanos, ainda mais frequente do que câncer de mama das mulheres e deve ser repetido anualmente. O exame tríplice rastreia com eficácia a morfologia (US), a vascularização (Doppler) e a dureza (elastografia) das lesões da próstata e tem conseguido reduzir a indicação das temidas biópsias e suas complicações.

*Sonimage – Clínica fundada pela Dra. Lucy Kerr em São Paulo, capital, que possue os mais avançados equipamentos de imagem da América Latina. Sua luta é evitar que o paciente seja prejudicado por exames radiológicos que são nocivos à saúde e deveriam ser abolidos da prática médica como já ocorre em países desenvolvidos.

Dra. Lucy Kerr – mini currículo – É formada em medicina pela Universidade de São Paulo (USP), pós graduou-se em Ultrassonografia Diagnóstica pela Wake Forest University como bolsista do CNPq e complementaram seus estudos na Thomas Jefferson University, ambas nos EUA. É uma das pioneiras da utilização da ultrassonografia como método de diagnóstico no Brasil, sendo reconhecida nacional e internacionalmente como especialista e estudiosa do método. É Presidente-fundadora da SBUS – Sociedade Brasileira de Ultrassonografia, tendo permanecido no cargo três gestões consecutivas e Presidente-fundadora da FISUSAL – Federação Internacional de Sociedade de Ultrassonografia da América Latina, tendo permanecido no cargo de 1998 a 2011. Possui títulos de Especialistas em Ultrassom em seis Sociedades Científicas, sendo 4 nacionais, inclusive a SBUS e AMB, assim como e 2 internacionais ARDMS e FISUSAL.

É presidente do IKERR-Instituto Kerr, onde ministra cursos à distância e presenciais. Atualmente é diretora da Sonimage, Diagnóstico médico por Ultrassom, onde introduziu em 2010 o método tríplice: Ultrassonografia associada ao Doppler e Elastografia, sendo referência no método.