Especialista aponta como o acordo com a União Europeia poderá aquecer mercado imobiliário no Brasil

Após 20 anos de espera, desde 1999, o Mercosul e a União Europeia finalmente chegaram a um consenso, celebrando o maior acordo comercial já realizado entre estes países de todos os tempos e que abrange um mercado de 780 milhões de pessoas. Mas na prática, em que isto pode favorecer o Brasil, a nossa economia e aquecer o mercado?

O especialista no mercado imobiliário, Rafael Scodelario, aponta as possibilidades que o acordo com a UE podem trazer: “A União Europeia e o Mercosul fecharam um Acordo de Associação Estratégica que criará uma das maiores áreas de comércio livre do mundo. Com certeza possibilita mais operações em nosso mercado, aquecendo também o setor imobiliário e movimentando a economia. Fundos equity e abertos terão mais acessos aos nossos produtos, o que é muito positivo”.

Scodelario acredita que com isso, a demanda por créditos habitacionais e créditos para investimentos será consideravelmente ampliado com o acordo: “teremos uma possível demanda por liberações de créditos, tanto para grandes corporações (através de fundos equity e abertos) tanto para o consumidor final, através de hipoteca, gerando mais competitividade entre as instituições financeiras e casas hipotecarias, refletindo positivamente na taxa de juros dos financiamento imobiliários”.

Além disso, com a abertura de novas linhas de crédito e o aporte de investimentos, o setor da construção civil deve também experimentar uma nova retomada: “estamos falando de um mercado de 100 bilhões de euros (450 bilhões de reais) em comércio bilateral de bens e de serviços, que certamente vai se refletir em investimentos no Brasil e na necessidade de uma expansão do setor da construção civil, que estava em baixa enfrentando retração nos últimos anos, para dar conta da demanda”.