Saiba diferenciar o medo de outros sentimentos e usufrua dos benefícios!

Caroline Penteado explica como o medo pode causar confusões e até limitar as pessoas a conhecerem seus próprios atributos positivos

Considerado um mecanismo de defesa, o fato de temer algo é uma maneira de se precaver de muitas situações indesejáveis.

Entretanto, algumas pessoas possuem esse hábito como um entrave em suas vidas.

Caroline Penteado, psicóloga e coach de alta performance emocional, revela que o medo pode ser um grande aliado se utilizado de maneira correta.

“Pense comigo, esse mecanismo pode estar em ação quando você precisa sair de casa em uma noite escura, então, anda com cuidado observando quem está ao seu redor. Você sente medo, o que torna a sua atenção mais presente ao que está acontecendo ao seu redor. É ele que nos faz olhar para os dois lados quando atravessamos a rua”, explica.

Mas é importante saber distinguir esse sentimento dos demais, porque é nesse ponto em que acontecem os “travamentos”.

“Acontece que frequentemente notamos algo que denominamos medo frente aos desafios que a vida nos coloca. Uma mudança necessária de emprego, uma adversidade que precisa ser vencida ou um limite que deve ser ultrapassado. Muitas vezes o que sentimentos são outras coisas, ou seja, o medo é uma forma de generalizar os sentimentos, colocando-os em uma esfera quase inatingível”, pontua.

Segundo a coach, em 85% dos seus atendimentos foram observados casos em que não há um medo real, mas sim um conjunto de outros sentimentos e emoções que geram, de um modo geral, a ansiedade.

E é nessa situação que as pessoas acreditam que o medo seja um impedimento, sendo que nesse “jogo” nem é esse mecanismo que está prevalecendo.

Saiba o que é medo e o que não é

Alguns fatores que proporcionam esse confusão foram detectados com os próprios pacientes, que aprenderam a diferenciar o que sentiam.

Entre os principais foram:

  • Necessidade de controle: principalmente ao partir para algo desconhecido e não saber o que esperar;
  • Apego: ter afeto a tudo que que foi conquistado na empresa atual;
  • Falta de confiança em seu pleno potencial de dar conta;
  • Autocrítica exacerbada: não saber como será a reação se vier um fracasso pela frente;
  • Dificuldade em projetar cenários: ou seja, a pessoa fica presa à cena de uma possível derrota e não consegue ir adiante em outros possíveis panoramas, como o de sucesso, por exemplo;
  • Resistência em estar na posição de aprendiz: já estar há muitos anos na empresa atual e sentir relutância em ser principiante novamente.

Carol lembra que quando colocamos todos esses fatores em uma grande “sacola chamada medo”, é como se tirássemos o poder que está em nossas mãos de confrontar o que realmente está acontecendo.

“Assim, ao nomearmos exatamente o que está por trás, aumentamos o poder de mudar a situação e tornamos nosso ‘medo’ totalmente irrelevante, pois ele já não tem o mesmo significado”, ressalta.

A psicóloga esclarece que ao trabalharmos a ideia de que muitas vezes o que foge do nosso controle pode nos surpreender positivamente, as coisas ficam mais fáceis.

“Independentemente do resultado, sempre há uma lição a ser aprendida, o que faz com que em todos os casos sempre o saldo poderá ser positivo”, finaliza.

 

Serviço:

Caroline Penteado – Psicóloga e Coach de Alta Performance

Site: www.carolinepenteado.com

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