Arte & Tecnologia: Artistas audiovisuais inovam com instalações imersivas de luz e som

Camille Laurent e Stefanie Egedy são duas artistas multimidia mulheres de estilos diferentes, mas com a mesma percepção e foco, assim uniram ideias e técnicas para construção de instalações e performances imersivas. Juntas desde 2016, as artistas investigam a suspensão, ainda que momentânea do controle físico e mental por meio da espacialização da luz e do som. Com esse intuito, criam obras que exploram o uso de movimentos sonoros e impulsos luminosos.

Esse ano estrearam a instalação e performance “Mecanismo Corporal” durante o mês de março no SESC Ipiranga, essa ocupação consiste na realização de uma performance por semana na instalação de luz e som, foi sucesso de critica e entre o público. Camille e Stefanie também são integrantes do run artists space “Dahaus”, que engloba uma nova e efervescente cena de artistas audiovisual brasileiros. Durante o mês de julho  estarão em Berlin, para uma residência artística privada, além de ações e palestras em projetos culturais locais. Depois retornam ao país, para participar do SP Urban Festival, mostra de arte urbana ao céu aberto, que irá acontecer em novembro em São Paulo.

Stefanie Egedy é designer de som, utiliza gravações de campo e sons eletrônicos em suas composições. Atualmente pesquisa as ondas de baixa frequência sonora na ocupação do espaço e no deslocamento da matéria. Stefanie também é produtora musical, experimentando elementos e ritmos com outras perspectivas sonoras. Já tem em sua curta carreira, alguns EPs autorais como: “Escrúpulos – 2017”, “Conversações – 2016”, além de em 2017 ter iniciado o selo Coisas Que Matam de sons e publicações com o artista visual Simon Fernandes.

Enquanto a francesa, Camille Laurent, é artista multimídia e lighting designer, trabalha a luz como uma forma de apreensão sensorial e expressão do sensível. Em situações cênicas, além de mesa de luz convencionais, usa controladoras digitais e analógicas, como interface DMX e Arduino, para dar forma aos espaços. Ela experimenta cada vez mais as relações possíveis entre luz e música na sua pesquisa artística. A pesquisa delas se manifesta na construção de mecanismos usando baixas frequências sonoras e impulsos de luz, criando uma saturação dos sentidos que lavam à suspensão mental do público.

Elas participaram em 2017 da 13° residência artística da Red Bull Station em São Paulo, na curadoria do Fernando Velazquez, que além das pesquisas e do desenvolvimento de obras, foram convidadas para apresentar a performance LUGAR3 no evento mensal Cine Performa. Durante a residência também realizaram o vídeo “Hidden in the Noise”, projeto em parceria com o modelo francês radicado em São Paulo Loic Koutana. Na peça, o modelo interage com o a luz e o som da instalação, uma meia-lua formada por 12 tubos de LED.